A necessidade de métodos eficazes e eficientes de rastreio da febre tornou-se da maior importância na sequência de crises sanitárias mundiais como a pandemia de COVID-19. A febre, um sintoma comum de muitas doenças infecciosas, incluindo a COVID-19, é um indicador crítico de uma potencial doença ou vírus. À medida que as empresas e os espaços públicos procuram reabrir em segurança, é vital implementar medidas que garantam a saúde e a segurança dos trabalhadores e dos visitantes para evitar a propagação do vírus. Os métodos tradicionais de medição da febre, como os termómetros orais, são invasivos, mas também demorados e pouco práticos para o rastreio em grande escala. Além disso, o risco de contaminação cruzada através de métodos baseados no contacto torna ainda mais necessária uma abordagem sem contacto.
A tecnologia de medição da temperatura por infravermelhos oferece uma solução ao permitir uma deteção rápida, precisa e não invasiva da febre. A motivação para a utilização do rastreio de temperatura por infravermelhos reside na sua capacidade de identificar rapidamente indivíduos com temperaturas corporais elevadas, evitando assim a propagação de infecções e mantendo um ambiente seguro. Epidemias de vírus como a gripe suína em 2009/2010 e o vírus Ébola em 2014 já evidenciaram anteriormente a procura global de técnicas de rastreio adequadas que permitam a deteção rápida e sem contacto de indivíduos com febre potencial. A pandemia de COVID-19 intensificou esta necessidade, exigindo soluções mais fiáveis e eficientes. A implementação de um sistema eficaz de rastreio da febre pode mitigar significativamente o risco de transmissão viral em áreas de elevado tráfego, como locais de trabalho, aeroportos, escolas e locais públicos, desempenhando assim um papel crucial nas estratégias de saúde e segurança públicas.
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